Nossa estratégia para combater a violência está errada

Conversando com um velho amigo relembramos os tempos em que éramos universitários e, voltando das festas, atravessávamos a Redenção de madrugada sem a menor preocupação.  Jovens, sem medo, que andavam tranquilamente por toda a Cidade. Normalmente acompanhávamos as gurias por uma questão de cavalheirismo e segurança. Eu já estava com a Glória e fazia questão de acompanhá-la, também, para poder passar mais tempo com ela.

Foto: Marcelo Nery

Saudosos com as nossas lembranças percebemos que as coisas mudaram. Não entre eu e a Glória, mas com a segurança em Porto Alegre.

No caso, com a falta dela.

Em uma folhada rápida nos jornais vemos muitas vítimas da violência que, hoje, infelizmente, está comandando a nossa vida.

Já não andamos mais livremente e nossas ações são pensadas a partir do quão perigoso pode ser estar neste ou naquele lugar. É difícil encontrar alguém que ainda não foi assaltado.

Estamos com medo. Vivemos com medo. Tornamo-nos reféns dele.

Mesmo assim, eu acredito que será possível andar novamente sem medo pela Redenção em qualquer horário do dia. Quero que a minha bisneta possa fazer isso. No entanto para que isso aconteça, precisamos mudar a forma como enfrentamos a violência. É uma guerra e os últimos fatos mostram que a nossa estratégia está errada.

Precisamos focar no desenvolvimento econômico, gerando mais oportunidades. Investir em educação é importante, mas só isso não resolve. É primordial termos mais ofertas de emprego e fomentar o empreendedorismo.

“O trabalho dignifica o homem”, já dizia Benjamin Franklin (1706 – 1790) e pode ofertar uma qualidade de vida maior às famílias.

Este é o caminho para termos uma Cidade mais segura e vivermos com mais tranquilidade!

4 comentários em “Nossa estratégia para combater a violência está errada

  1. Bom dia Nedel. Muito bom o editorial. Só gostaria de registrar que falar em “investir em educação” não significa qualidade, eis que nos últimos 15 anos os investimento dobraram e a educação, assim como a violência pioraram. E, ainda, segundo as experiências havidas em outros países só se resolve a violência com punição exemplar, com polícias que funcionem e justiça que condene. Abraço

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  2. Bom texto, prezado Vereador Nedel. No final da década de 1970 e início dos anos 80 eu deixava a Folha da Tarde e depois o Correio do Povo na madrugada e ia a pé até o Mercado Público para comer o Cruzador no restaurante Treviso… Bons tempos!

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  3. Nedel
    Estou de acordo contigo, o trabalho é a melhor solução. Só que empreender está cada dia mais difícil. No Brasil seguimos um caminho em que tudo depende do Poder Público e este tornou-se um entrave pela alta intervenção que tem e pela má facilitação que oferece, tornando-se até mesmo um entrave pela burocracia que incorporou a tudo de que participa e pela baixíssima colaboração que introduz, na prática onde tem governo tem dificuldades e custos sem retorno.
    Veja o que está acontecendo na nossa Porto Alegre com ISSQN e IPTU, na prática cresceram ou crescerão sem nenhum retorno para os pagadores de impostos.
    Nos dias atuais com a economia em baixa e o desemprego em alta os impostos não podem ser aumentados, ainda que isso implique em dificuldade para as contas públicas. Pouco vejo falar-se e nada acontece com a redução de custos do setor público. Enquanto o mundo do setor público está com DIFICULDADES o setor privado vive uma CRISE.
    Sei da tua compreensão e boa vontade para superação da CRISE mas teus colegas do setor público parace desconhecer ou ignoram o momento do País.

    Abraço / ERY

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