Nós somos responsáveis

Estamos vivendo um momento único na política e na sociedade brasileira. Estamos divididos, polarizados, grenalizados em nível federal. A eleição terminou, mas continuamos em clima eleitoral. Só que não há mais candidatos. Há vencedores e derrotados e como em toda a democracia a vontade da maioria precisa ser respeitada.

Pergunto: está sendo?

Questiono não para defender um ou outro lado (até porque a minha posição já é conhecida). Indago porque estou preocupado com a tensão que assola o País, com as discussões e debates que transcenderam o campo ideológico e viraram ataques no âmbito pessoal. E essas disputas estão se estendendo às nossas crianças, como aconteceu em alguns colégios na última semana.

E de quem é a culpa? Nossa! De todos nós que proferimos mensagens de ódio e que externamos, de maneira exacerbada, a raiva pelo que aconteceu com o Brasil nos últimos anos ou com o resultado desta eleição.

E nessa onda de intolerância, os adolescentes são os mais afetados. E de onde vem esse discurso que dividiu as nossas crianças? De dentro das nossas casa, das salas de aula e das redes sociais.

E se o episódio tivesse se transformado em agressão física? Se houvesse alguma morte? Culparíamos o “outro lado” ou assumiríamos a nossa própria responsabilidade?

Nós, adultos, estamos gerando uma guerra entre as crianças. Podemos não concordar com a opinião dos outros, mas devemos respeitar. E temos, sobretudo, a obrigação ética e moral de parar de professar esta raiva que nos divide, separa e polariza.

Nós, nossa Cidade e até mesmo o Brasil, não precisamos de mais brigas, necessitamos de união.

Um comentário em “Nós somos responsáveis

  1. Equilibradas considerações, vereador!
    Mas infelizmente, depois do surgimento do PT, o país sofreu um antagonismo político irracional em que o bem-estar, a paz e o progresso da nação ficaram subjacentes em relação à busca da manutenção do poder, a qualquer custo, pelo Partido dos Trabalhadores, liderados por Lula e segmentos radicais petistas.
    A polarização ranzinza continua existindo, e Fernando Haddad em sua primeira manifestação, logo após o resultado das urnas, conclamou a militância petista a cerrar fileiras na oposição contra o governo e já visando à próxima eleição ao Planalto.
    Ora, em vez de reconhecer, democraticamente a derrota e desejar sucesso ao novo presidente, o PT alimenta invulgar ódio político se não tiver o país sob o seu comando.
    A militância petista se comporta como torcedor, por exemplo, de Grêmio ou Internacional. Um quer ver a desgraça do outro. E essa índole maléfica, lamentavelmente, é disseminada no seio familiar.

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s